Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem, de 36 a 45 anos



Histórico
 01/01/2008 a 31/01/2008
 01/11/2007 a 30/11/2007
 01/10/2007 a 31/10/2007
 01/09/2007 a 30/09/2007
 01/08/2007 a 31/08/2007
 01/07/2007 a 31/07/2007
 01/05/2007 a 31/05/2007
 01/04/2007 a 30/04/2007
 01/03/2007 a 31/03/2007
 01/02/2007 a 28/02/2007
 01/01/2007 a 31/01/2007
 01/12/2006 a 31/12/2006
 01/11/2006 a 30/11/2006
 01/10/2006 a 31/10/2006
 01/09/2006 a 30/09/2006
 01/08/2006 a 31/08/2006
 01/07/2006 a 31/07/2006
 01/06/2006 a 30/06/2006
 01/05/2006 a 31/05/2006
 01/04/2006 a 30/04/2006
 01/03/2006 a 31/03/2006
 01/02/2006 a 28/02/2006
 01/01/2006 a 31/01/2006


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Alcinéa Cavalcante
 bokapiu
 cadernos grampeados
 [ Cotidianamente... ]
 Edícula Habitável
 Festa dos Sentidos
 fotos grampeadas
 Grimorium
 Life's so short, move on
 Maria Bethânia (página sobre a cantora, discografia, etc.)
 Noite passada um DJ salvou minha vida
 O biscoito fino e a massa
 pavio curto
 Pela Estrada Afora...
 Sardas
 Sigo Adiante
 TELE-DRAMATURGIA
 Vingança, Vingança, Vingança!!!
 XenoBlog
 Zé Pilintra


outros dias
 

ducentésimo trigésimo sexto dia - quedas d'água de cachoeiras

Não é que eu fiquei coma música da vanessa da Malla na cabeça? A do ai, ai, ai (que, por sinal, se chama AI, AI, AI) e que fala de quedas d'água e cachoeiras.

Pois hoje, além de ter sido o dia da morte de Bussunda, foi o aniversário de Aldri, um amigo meu, ator, que mora aqui no Rio (sim, estou no Rio).

E Aldri resolveu levar os amigos prum passeio por uma trilha no Jardim Botânico, à procura de uma cahoeira.

Primeira parada: uma padaria, com direito a um croissant peba de queijo e uma vitamina de banana com aveia sem açúcar. (O sem açúcar não tava no script, mas tava com pressa e achei melhor não pedir pra voltar). Na padaria, soube da morte do meu xará Cláudio, vulgo Bussunda.

Depois, fomos andando (um grupo de 15 pessoas: 7 baianos, 6 pernambucanos, 1 australiano e 1 indefinido) pelas ruas do bairro, por entre casas enormes, algumas "translumbrantes", outras apenas ostentosas, e chegamos ao começo da trilha. Na placa, o aviso: cobras.

Pensei em não ir, confesso, mas fui.

Adoro subir pedras, seguir por essas trilhas, me enfiar no mato. É o tipo de coisa que eu gosto de fazer. Prefiro isso a praia ou fazenda. Meu negócio é rio, água doce. Não sou de Oxum à toa.

E fomos subindo pela trilha: muita pedra, muito mato, muita lama. Alethea se queixava que Aldri tinha dito que era uma trilha quase plana, que dava até pra mulher grávida ir (ele queria que a mulher de Wagner, grávida de sete meses, fosse). E Alethea se queixava porque a gente só fazia subir. E esse não é o programa preferido dela.

Durante um tempo, eu fiquei preso ao receio mesmo de aparecer uma cobra (e aquele povo não saber o que fazer) ou eu ter um ataque cardíaco, que nem o Bussunda (e aquele povo continuar sem saber o que fazer).

Mas não teve nem cobra nem ataque cardíaco.

Chegamos até uma pequena cahoeira e íamos parar. Mas Aldri foi ver se tinha uma melhor mais acima. E tinha.

Tirei a roupa, botei a sunga (sim, era pra ter andado de sunga, mas eu não tinha certeza se ia cair na água e acho um saco andar muito tempo de sunga) e fui pra água.

QUE MARAVILHA!!!!!!!!!!!!!

Um êxtase! Total. Você entra na água e tá tão frio que você não consegue respirar. Mas, quando você sai, o corpo fica todo quente. Foi maravilhoso! Saí revigorado.



Escrito por Claudio às 19h14
[] [envie esta mensagem]



ducentésimo trigésimo quinto dia - vai saber

As luzes se apagam, a banda entra no palco escuro e começa a tocar, a cantora canta, mas as luzes do palco não se acendem. A impressão é que a cantora está usando o recurso de começar a cantar ainda na coxia, pra só depois, em algum ponto mais vibrante da canção, entrar no palco, com as luzes se acendendo. Mas não. Ela canta a letra toda e, no último verso, dois focos se cruzam e iluminam somente a cantora, sorrindo e tocando um instrumento, no meio da banda. O último verso da letra acaba, os focos de luzes se apagam, e a cantora volta a cantar no escuro, até chegar novamente no mesmo último verso e ser iluminada da mesma forma.

Assim começa o novo show de Marisa Monte. Tudo preto, tal qual a capa de um dos discos recém lançados por ela.

Fui ver em São Paulo. Shows extras. Fui na maior expectativa, pois já comprei ingressos pra ver o mesmo show no Rio, depois da Copa. Valeu a pena. O show é delicado, mas muito bonito. No repertório, 6 canções do disco preto (INFINITO PARTICULAR - a música que abre o show), 5 do de samba (UNIVERSO AO MEU REDOR), 4 dos Tribalistas (pra amenizar a falta de show desse disco), 4 do COR DE ROSA, 1 do MAIS e 1 inédita. Só. Uma hora e meia de show. O bis, daqueles falsos bis, com outras músicas, teve uma cover de Chicotinho e Salto Alto e 1 de MEMÓRIAS, CRÔNICAS E DECLARAÇÕES DE AMOR.

Vou ver feliz no Rio, bem mais perto do que a mesa que consegui em São Paulo. Mas, pelo menos, na mesa, eu e Artur pegamos os melhores lugares (chegamos cedo). Tinha uma visão bacana, só que longe.


Muito frio em Salvador. Tá pior do que em São Paulo. Mas aqui, pelo menos, é úmido. Margareth foi do Rio pra Sampa, pra ver a estréia de Vixe Maria, e ficou afônica. Jackyson estava afônico. Frank ficou afônico no domingo. O clima, muito seco, não faz bem às gargantas.


Últimos preparativos em Salvador pra ir de volta pro Rio. (Ia no dia 13, mas tive que ficar até sexta, dia 16.) Agora, sem o estresse das primeiras semanas. Agora, já sei que consigo escrever rápido, como o ritmo da televisão pede. Já sei que dá pra dar uns pulos em Salvador sempre que a saudade apertar demais e sei que vou poder trabalhar tranqüilamente aqui.

Esta semana, compro um notebook. Agora, é me adaptar a tela e teclado menores.


E a Copa? A imagem da tevê aqui é péssima. O jogo de domingo, acho que vou ver em Margareth, com sua tevezona de plasma.


Cheguei de São Paulo no dia dos namorados. Eu e Artur jantamos no Shiro.

Na terça, dia de Santo Antônio.

Há quatro anos, durante a Copa do Japão e da Coréia, essas datas me marcaram. Uma grande briga, a vontade de terminar o casamento, um show de Margareth Menezes, uma paquera, uma nova paixão.

Quatro anos depois, não tenho nem aquele casamento, nem aquela paixão. Mas mergulhei num passado mais distante. Digitei, na terça, uma peça minha, chamada SONETO 42, que eu só tinha uma cópia datilografada.

É uma peça com muitos elementos de um antigo namoro, treze anos atrás.

Foi interessante pensar como as coisas mudaram, como eu mudei, como estou mais feliz hoje.


Na semana passada, por sinal, reencontrei meu ex-marido. Foi um encontro fraterno. Hora de superar as mágoas.

Ele me deu de presente o disco de Orações com Maria Bethânia.

Fiquei triste com algumas notícias, mas foi bom poder reencontrá-lo sem aquela conversa de acusações.


Tô num momento em que só quero coisas leves. Exceto as comidas, que estou me viciando em pimentas.


Dentre as músicas do disco de sambas, Marisa cantou VAI SABER, de Adriana Calcanhotto. Acho um samba lindo. Fiquei encatado quando escutei pela primeira vez, lá no Rio. Lindo. Lindo...



Escrito por Claudio às 00h29
[] [envie esta mensagem]



ducentésimo trigésimo quarto dia - em silêncio

Depois de duas semanas sem escrever aqui, volto pra dizer quase nada.

Durante essas duas semanas, várias vezes eu entrei na net e não olhei o blog, coisa que eu fazia quase sempre. De repente, não foi necessário. Não sei direito. Mas simplesmente não senti falta de ler e não senti vontade de escrever. Uma pequenas férias.

Foi bom pra curtir um pouco mais a casa, a presença de Artur, ou melhor, a minha presença na Bahia, já que, em breve, viajo de novo pro Rio, mas, dessa vez, pra ficar um bom tempo sem aparecer por aqui.

Nesta quinta, vou pra São Paulo, pra estréia de uma peça minha. Aproveito pra ver o novo show de Marisa Monte. Volto pro dia dos namorados, mas já parto pro Rio no dia 13 (bem no dia do jogo, fiquei sabendo hoje, mas agora é tarde pra mudar - só não vou se a chefa me liberar essa semana).

No fim do mês, estréia NADA SERÁ COMO ANTES no Rio. É a minha peça que eu mais gosto. Vou gostar de apresentá-la no Rio. 


E, dentro dessa minha viagem introspectiva dos últimos tempos, participei, na última quinta, de um satsang. A palavra, me parece, quer dizer "busca da verdade". Mas de uma verdade interna, de si mesmo.

Na prática, ficamos um bom tempo em silêncio, procurando também silenciar a mente, deixando os pensamentos passarem.

Já tinha feito muitas práticas assim nas aulas de dicção na faculdade. É o tipo de experiência que eu gosto muito e preciso voltar a praticar com mais freqüência.

O "tema" desse setsang era "Simplesmente Ser".

O silêncio nos leva a um contato maior com nosso ser, nos desconectando um pouco da ânsia do fazer, que é muito grande em nossa sociedade.

Pensando sobre o silêncio e sobre o "simplesmente ser", votei a me lembrar da canção de Gil que foi a primeira coisa que escrevi nesse blog: EU PRECISO APRENDER A SÓ SER.

"Quando a mente tenta nos levar pra casa do sofrer", o ideal é buscar o silêncio, procurar silenciar também a mente e simplesmente ser.

Há quem diga que não consegue.

Eu acho uma experiência essencial.



Escrito por Claudio às 17h22
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]