| |
ducentésimo quadragésimo sétimo dia - no sadness
Vamos esclarecer só uma coisa: a Barra estava triste; eu não!
Hoje, dia de sol e muuuuuito vento. Saí quase meio-dia e gelei debaixo do sol.
Fui ao cinema à tarde: OBRIGADO POR FUMAR. Roteiro sarcástico, muito inteligente. Depois, sorvete e mel com canela e de queijo com doce de leite.
Onde foi parar a minha libido?
Escrito por Claudio às 18h53
[]
[envie esta mensagem]
ducentésimo qudragésimo sexto dia - tarde chuvosa
Dia de chuva no Rio. Não daquelas chuvas fortes que, no verão, alagam tudo em cinco minutos. Chuva fina, constante, muito vento.
A Barra está cinza.
Ontem, pela praia, pouca gente. A Barra fica triste, cinza.
Escrito por Claudio às 16h49
[]
[envie esta mensagem]
ducentésimo quadragésimo quinto dia - apart
Aluguei um apart. Desde terça.
É perto demais da casa de Margareth, e ainda não fiquei tempo suficiente no próprio apart pra arrumar tudo. Cheguei lá na terça à noite, tomei banho e dormi. Acordei ontem de manhã já pra sair junto com Margareth e só voltei pra trocar rapidamente de roupa e ir pra Zona Sul encontrar Duda, que está no Rio.
De volta da Zona Sul, resolvi entrar na net do prédio. Mas eles cobram o absurdo preço de 2 reais por cinco minutos. Por enquanto, deixo pra pegar e-mails aqui em Margareth. Mas tenho que providenciar minha net via rádio. Vou ver como funciona isso.
Hoje, de novo, acordei e saí com Margareth. Vim pra casa dela almoçar e estou aqui até agora. Acabamos de ver ST ELMO'S FIRE (O PRIMEIRO ANO DO RESTO DAS NOSSAS VIDAS), que Margareth comprou hoje na Fnac, numa pequena febre consumista. Eu comprei apenas 1 disco de Gil e 3 de Chico. (Ontem, comprei 2 de Bethânia, que se juntam aos 17 dela que comprei em meu aniversário!)
Vou pra casa agora. Minha casa. Muito bom!
Escrito por Claudio às 18h05
[]
[envie esta mensagem]
ducentésimo quadragésimo quarto dia - outra partida
Hoje, mais uma vez, parto para o Rio. Creio que, dessa vez, é pra ficar um bom tempo. Vindas a Salvador, só rápidas, quando a saudade apertar muito, ou quando der!
A novela já está em fase de produção. O elenco, contratado. Devemos começar a gravar em setembro e a estréia tá com data fixa, na segunda quinzena de outubro.
Agora, é chegar lá e alugar meu apart. Faço isso depois de receber o salário desse mês.
As últimas semanas foram de arrumação.
Na semana passada, antes do meu aniversário, trouxe todos os discos que ainda estavam na Boca do Rio e arrumei todos aqui na Graça.
Esta semana, foi a vez de fazer isso com os papéis, documentos, recortes de jornal, programas, etc. Tudo arrumado, catalogado em pastas sanfonadas. O que não prestava, joguei fora. O que não é meu, estou devolvendo agora de manhã para seus donos. Roupas que não uso mais: serão doadas.
Tô me livrando do que estava parado. E tenho me sentido bem com isso.
Porém, agora estou meio triste. É a proximidade da partida. E também talvez o pouco tempo para curtir minha casa aqui, sem visitas. Sim, pra Artur é bom porque ele não se sente tão sozinho, mas eu precisava poder ficar em casa sem me preocupar com outras pessoas. Precisava poder andar nu em casa, já que, no Rio, na casa dos outros, não dá pra fazer. Queria poder escutar música na altura que eu quiser, na hora que eu quiser, sem me preocupar se estão vendo a televisão.
Primeira coisa a fazer quando receber o dinheiro: procurar o apart. Além de tudo, tá mais do que na hora de eu ter meu canto no Rio, de não precisar mais puxar um colchão ou arrumar um sofá pra poder dormir. Quero ter minha cama. Percebi o quanto estava sentindo falta disto quando deixei o hotel em Copacana (no qual me hospedei com Artur na última semana de NADA SERÁ COMO ANTES por lá). Quase peguei mais uma diária só pra ter uma cama de verdade por mais uma noite.
Ontem foi aniversário de minha avó, a que morreu no começo do ano. Perto da hora de dormir (fui dormir ao meio-dia; passei a noite acordado, arrumando as coisas), eu escutei uma série de canções dedicadas a Nossa Senhora. Na hora mesmo em que fui dormir, me lembrei que era o aniversário dela. E liguei as canções, a vontade de ouvir essas canções, com o aniversário, e senti uma onda de afeto. Dela.
10:30 da manhã. Continuei sem me sentir bem em relação à viagem de hoje e... cancelei!
Liguei pra Margareth, e ela disse que posso ir amanhã. Vou amanhã. Pronto.
Escrito por Claudio às 05h31
[]
[envie esta mensagem]
ducentésimo quadragésimo terceiro dia - nascimento e morte
Ontem, quando minha amiga Paula me ligou pra me dar os parabéns, ela me disse que o tio dela, Araújo (que eu conheci há alguns anos em Ilhéus, quando ele fez parte do elenco de uma peça minha montada poor lá, e que revi várias vezes aqui, com ele já morando em Salvador), estava em coma. Ele já estava doente há mais de um ano, com um câncer de pâncreas, e, na época do diagnóstico, os médicos estimavam que ele só tivesse mais uns dois meses de vida. Ele viveu mais um ano e dois meses e, nos útlimos dias, teve duas crises e foi duas vezes para o hospital, até que, de terça pra quarta, entrou em coma.
Esta madrugada, ele fez a passagem, como me disse Paula hoje pela manhã.
Era aniversário dele.
Paula me contou que, quando deu meia-noite, a filha de Araújo foi falar com ele, e disse que já era dia 10, que era aniversário dele, que ele estava completando 62 anos. Depois, ela e o pessoal do hospital cantaram parabéns pra ele. Depois dos parabéns, ele suspirou e morreu.
À meia-noite e dez minutos, Paula recebeu o telefonema, avisando sobre a morte do tio.
Foi Paula quem fez a reserva na Cia da Pizza pro meu aniversário. Mas estava tão cansada com toda a história de hospital, etc, que ela mesma acabou não indo. Foi bom, pois pôde descansar por algumas poucas horas antes do falecimento do tio.
Escrito por Claudio às 13h41
[]
[envie esta mensagem]
ducentésimo quadragésimo segundo dia - 38
Era pra eu ter ido dormir há quatro horas, mas fiquei completando um trabalho. Eu e minha compulsão.
Era pra dormir agora, logo depois de completar parte do trabalho (a menor parte), mas resolvi ver os e-mails e já me emocionei com cartões de aniversário. Sim, pra quem não sabe ou não lembre, hoje é meu aniversário. Comecei bem, comecei trabalhando. Pra muitos, isso pode parecer estranho, mas, como na canção de Gonzaguinha, acredito que "o sonho é sua vida, e a vida é trabalho, e sem o seu trabalho, um homem não tem honra, e sem a sua honra se morre, se mata; não dá pra ser feliz".
Estou feliz de poder começar meu dia de aniversário trabalhando no meu sonho.
Agora, as costas doem, mas estou feliz. Vou dormir feliz (não sem, antes, verificar as mensagens de aniversário no orkut!).
Comemorarei de forma estranha também. Irei à dentista e, espero poder ir também à minha dermatologista (que já me mandou um dos cartões). E, à noite, espero encontrar os amigos, provavelmente na Cia da Pizza, como fiz no ano passado. Estarei lá a partir das 10 da noite. Quem ler e quiser aparecer, pode aparecer. Não precisa levar presente. Bastar estar presente.

Escrito por Claudio às 05h01
[]
[envie esta mensagem]
ducentésimo quadragésimo primeiro dia - ainda no Pão de Açúcar (ou no Morro da Urca?)
Olhando pra parede da sala daqui de casa, esta madrugada, me lembrei de um ocorrido lá no Pão de Açúcar. Ou no Morro da Urca! Não sei bem onde foi que ocorreu o ocorrido, só sei que foi contado por meu pai quando estávamos somente eu, ele e Artur, sentados numa mesinha no Morro da Urca, esperando minha mãe e Denize se abastecerem de lembrancinhas (Dja, adotei o "plural de souvenir".)
Meu pai contou que havia cruzado com um estrangeiro (havia muitos lá, de diversos países) que estava maravilhado por ter tirado uma foto de um animal exótico. E o cara, absolutamente feliz, mostrava pra meu pai a fantástica foto de uma... lagartixa.
Sim, tinha uma lagartixa na parede esta madrugada.
Escrito por Claudio às 19h01
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|