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ducentésimo qüinquagésimo primeiro dia - dos primórdios
Fui ao show PRIMÓRDIOS, de Marina Lima, há algumas semanas.
Marina Lima, no palco, parece um bicho acoado. Ela parece ter medo do público. Bem diferente da Marina que eu vi, há vinte anos, no show TODAS.
Durante o show, eu me lembrei de Sidnei, falando do PRIMÓRDIOS em São Paulo. De como a banda ataca com a introdução das canções que todo mundo conhece, e a gente espera aquela voz, e a voz não vem; as canções são quase faladas.
A gente passa o show inteiro se perguntando: mas, afinal, o que foi mesmo que aconteceu com Marina?
Apesar disto, o show é lindo. Não muito apropriado pro Canecão, com a garçonete passando sempre de um lado pro outro com aquela lanterninha insuportável. É um show pra ser visto. MEUS IRMÃOS é um dos momentos mais bonitos, com a cantora de costas pra platéia e o palco sendo tomado por imagens de pessoas em condições pobres de vida. Só não é perfeito porque a diretora, Monique Gardenberg, apesar de ser também cineasta, ao invés de fazer suas próprias imagens com o povo brasileiro, pegou um trecho de POWAQQATSI.
Em determinado momento do show, minha amiga Gabriela, que havia ido comigo e que também estava passada com a voz da cantora, escutou uma canção e disse: pelo menos, ela continua compondo bem. Gabriela não conhecia a canção, que é de 1998: PIERROT.
Mas, sim, as canções continuam boas. No bis, ela cantou TRÊS, que abre o show, mas que nós não vimos porque entramos com o show começado (estávamos numa peça antes). TRÊS é a minha cara!
Depois do show, entrei numa paixonite por Marina Lima e, apesar de já ter quase todos os discos dela, baixei tudo em mp3 pra poder escutar aqui, já que meus discos ficaram em Salvador. E foi bom escutá-la. Em ordem cronológica. Percebendo as reinvenções que Marina fez dela mesma. Da garota que grita até a mulher que sussurra, passando pela musa b'rock 80 e pela vertente mais pop do começo dos 90, Marina sempre muda. E fica melhor.
Enquanto a pauleira não começa, vou passar uma semana em Salvador.
Escrito por Claudio às 21h39
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ducentésimo qüinquagésimo dia
Depois de uma semana intensa, com leitura de capítulos, participação em reuniões, etc, veio uma semana um tanto quanto entediante.
Só fui à Record duas vezes: uma pra assinar um papel, outra pra nada. E na "pra nada" ainda fui de van. Perdi o horário de ir pra lá com Margareth e pensei: e se um dia eu precisar ir pra lá e não tiver quem me leve? Perguntei aqui e ali, liguei pra amigos que já tinham chegado lá de ônibus e me informei como fazia pra chegar lá de busú! Peguei um busú pro Barra Shopping e, de lá, uma van.
Pra aumentar o tédio, o dinheiro ficou curto esse mês. Muito curto. Sobrou mês no fim do salário.
Estou neste fim de semana procurando o que fazer em casa por não ter dinheiro pra gastar com cinema, restaurantes, etc.
Já no fim de semana passado, aproveitei a vinda de Artur e a folga que Margareth me deu (a coitada teve reunião com direção e elenco durante todo o feriadão, mas me deixou livre pra ficar com Artur) e fui ao cinema.
Vimos o delicioso SERPENTES A BORDO (é trash, é péssimo, é ruim de doer, todas as cobras são de computação gráfica, mas eu me diverti muuuuuuuuiiiiiiiiitoooooooo!) e emendamos com o depressivo VÔO 93. Sessão aviões.
No domingo, foi dia de vermos A CASA DO LAGO. Romance bonitinho. Tava querendo ver e foi bom ver com Artur.
Mas o tédio leva à depressão. Ontem fiquei mal quase que o dia todo. Melhorei depois de ir a um rodízio (fraquinho) de pizza com a filha de Margareth e o namorado. Tava precisando ver gente.
Escrito por Claudio às 18h35
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ducentésimo quadragésimo nono dia - começou a partida
Hoje tivemos a primeira leitura com o elenco.
Não temos ainda o protagonista. O cara que ia fazer, desistiu de um protagonista na Record pra fazer um teste para um papel minúsculo na Globo. Na semana passada, fizemos teste com um rapaz que não é tão bonito, mas (graças a Deus!) é melhor ator. Esperamos que este assine e que, na quinta, já tenhamos o elenco completo.
As coisas estão caminhando.
O Rio está frio pra caralho!
Soube que, essa madrugada, deu 9º. É de doer nos ossos.
Ontem, fazia 15º quando eu voltava da casa de minha prima. Ela mora em um condomínio que liga o nada a lugar nenhum, e eu fui ver um apartamento no prédio dela ontem.
O apartamento é legal, mas não dá pra morar num lugar longe daqueles. Não dá mesmo.
Vou acabar morrendo na grana pra continuar aqui na praia no verão, mas fico perto de Margareth (ou seja, perto do trabalho) e só a caminhada por essa orla (sem essa chuva e sem esse frio, obviamente) vale a pena.
Purpurina (essa é pra Djaman): conheci Lucinha Lins hoje.
Escrito por Claudio às 17h54
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ducentésimo quadragésimo oitavo dia - Alcinéa censurada
Uma das minhas leitoras (e leituras) blogueiras mais constantes, a jornalista Alcinéa Cavalcante, do Amapá, teve seu blog tirado do ar esta semana. Motivo: oposição a Sarney. O senador aproveitou a publicação da foto de uma charge pichada num muro de Macapá e entrou na justiça e conseguiu tirar do ar não somente o blog de Alcinéa como também o de sua irmã, Alcilene, que havia publicado antes a mesma foto.
A charge consistia simplesmente na palavra XÔ, com uma caricatura do senador no lugar da letra "O".
Eu acredito que, numa democracia, todos deveríamos ter o direito de dizer "xô" para qualquer candidato. Eu, pessoalmente, adoraria dizer "XÔ" para o atual e cínico presidente (no qual votei 4 vezes, diga-se de passagem), mas parece que a Justiça Eleitoral não pensa do mesmo jeito e obrigou Alcinéa a retirar todos os posts relativos à questão. O uol, por sua vez, se adiantou e retirou o blog todo do ar.
Mas Alcinéa não ficou muito tempo fora do ar. Está hospedando seu blog (já devidamente linkado aqui) em outro endereço, internacional dessa vez, longe das garras do senador.
Enquanto isto, chove na Barra.
Escrito por Claudio às 19h44
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