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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem, de 36 a 45 anos



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ducentésimo septuagésimo primeiro dia - fim de tarde na barra

"e eu sou só eu só

eu só

eu"



Escrito por Claudio às 16h23
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ducentésimo septuagésimo dia - duas estréia

Quinta. Dia do aniversário de Vlad. Um ano se passou desde a minha vinda pro Rio e agora as datas começam a se repetir. Vlad comemorou o aniversário este ano com uma estréia: A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA.

Era a estréia também de Marcelo numa montagem carioca e eu fui ver. NUnca li o conto de Guimarães Rosa. Aliás, nunca li Guimarães ponto.

Comecei o espetáculo vendo muito mais os amigos em cena do que envolvido com a peça. Prosa montada, sem adaptação para a linguagem dramática (ou seja, com os atores narrando e fazendo as personagens), coisa que já virou lugar comum no Rio de Janeiro. No palco, um sertão estilizado, muito marrom, muitas caveiras de boi, e eu meio com o pé atrás.

Aí, a história do Rosa me deu uma rasteira. Quando vi, chorava a cântaros. Terminei o espetáculo chorando quase que convulsivamente, muito emocionado e vibrando com o texto e com o bom desempenho de Marcelo em sua estréia.

O conto fala de redenção, de mudança de vida. Toda identificação com o texto.


Sexta. Estréia de JINGOBEL no Rio. Montagem carioca com duas atrizes baianas e uma daqui. Fui a uma leitura há umas quatro semanas e não gostei do tom caricato de uma das atrizes. Na estréia de MATRAGA, vi um panfleto horroroso e fiquei com medo do que veria nesta sexta. (Em 2006, rolou uma montagem vexaminosa em Salvador.) Fiz uma autorização de apenas três meses, pensando num possível desastre. Não chamei ninguém pra ver e fui sozinho. Lá encontrei Marcelo e Thea e Fabinho e Rose e Bárbara, todos já vistos na quinta, todos a prestigiar as amigas baianas.

E vi uma montagem segura, com bons achados e muito centrada no desempenho das atrizes que estavam muito bem. Fiquei feliz com o resultado. Gostei do diretor. Agora, posso recomendar aos amigos.

Depois da peça, fomos a um bar. Muita conversa com o diretor, a mulher do diretor (também atriz), o produtor, e outras pessoas interessadas em conhecer mais do meu trabalho. Bom fazer contatos. Vamos ver os frutos futuros disso tudo.



Escrito por Claudio às 05h03
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ducentésimo sexagésimo nono dia - você só diz que me ama quando está bêbado

Celso disse que agora eu só falo de shows no blog. Mas fazer o que se sobra pouco tempo e disposição pra qualquer outra coisa além de trabalhar? Escrever no blog agora é coisa rara, mesmo quando me acontece alguma coisa que eu quero botar aqui.

Na quarta mesmo, fui ao show dos Pet Shop Boys. Foi a última coisa que comprei com o meu cartão de crédito antes de perder a minha carteira de dinheiro entre o Rio e a Bahia. A carteira não foi encontrada nos aeroportos do Rio, Salvador e Brasília. Não estava no avião. Não estava no taxi que eu peguei do aeroporto até minha casa. Não estava lá em casa. Não estava em lugar nenhum. E ninguém tentou usar o cartão de crédito. Ou seja, foi parar em outra dimensão e vai acabar no quarto de Carol Anne em Poltergeist 2009.

Junto com a carteira de dinheiro estava a minha carteira de estudante do mestrado, que valia até este mês de março. Sem a carteira, tive que pagar o restante da entrada, que saiu por 160 reais pra ficar na pista do Citibank Hall. Sozinho. (Artur em Salvador, Margareth nem sabe que eles são, os amigos baianos no Rio sem grana...)

Pet Shop Boys só me lembra Danilo, meu irmão, que adora o sintetizador prolongando uma nota mais aguda em Always On My Mind. E foi essa canção que me fez entrar mesmo no show. Durante metade do show eu vaguei pelo Citibamk Hall, pensando: 160 reais jogados fora.

Não que o show fosse ruim. O som no lugar é que era péssimo. Na primeira música, eu estava há uns 8 metros do palco, bem no meio. O som parecia oco. É como se o som saisse das caixas e fosse direto lá pra trás e não chegasse direito no centro da platéia. Saí daquela bolha de som oco e fui pra perto das caixas de som. Eles cantaram Left To My Own Devices e a platéia delirou. Quando digo eles cantaram quero dizer Neil Tennant e os backing vocals - dois rapazes e uma negona fechativa que grita, o que eu adorei, porque acho que não se pode ter boa música dance sem uma negona gritando, a menos que seja Madonna, que quando escutei pela primeira vez, na trilha de Final Feliz, achei que era negra. A platéia delirou e eu delirei junto. Mas um cara fumando do meu lado cortou o meu barato. Tem dias que cigarro não me incomoda, mas temoutros em que aquela fumaça parece estar cortando as minha narinas, e quarta era uma noite assim.

Saí dali e fui telefonar perto da lanchonete (e lá, na lanchonete, fora da área mesmo do show, o som era bem melhor que de frente para o palco). Liguei para Artur, minha mãe e Danilo, claro.

Fiquei inquieto boa parte do show. A cada hit, o público pulava no começo da musica, mas logo o som xoxo fazia todo mundo parar. Eles não estavam com banda. Só o sintetizador de Chris, e um violão de Neil em um belo monento, uma cançaõ do disco mais recente. Nesse momento, eu já tinha voltado para junto da caixa de som. Domino Dancing tocou e eu ainda não tinha entrado no clima. Quando eles cantaram Always On My Mind (sem a nota prolongada que Danilo adora), finalmente a música me tomou e, quando eu percebi, estava chorando. Depois disso, foi um desfilar de hits. Em It's a Sin, eu pulava como se estivesse numa cama elástica (fiquei com o pé esquerdo dolorido por causa do chão duro). Me entreguei, finalmente o show e saí de lá com a sensação de que valeu a pena.


Eles não cantaram You Only Tell Me You Love Me When You're Drunk. Não esparava que cantassem, não é um hit. Mas já foi da trilha da minha vida e botei no título deste post.



Escrito por Claudio às 00h58
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ducentésimo sexagésimo oitavo dia - trabalho solar

É de manhã, o céu está azul, lindo daqui da janela. A lua tem nascido enorme, vermelha, com meia bola de fogo sobre o mar da Barra. Muito bom ver a paisagem daqui esses dias.

Vou agora tomar banho, passar o protetor e ir pra praia... trabalhar! Voltamos e escaletar na praia. Quem sabe se dessa vez pego uma corzinha?


 No dia 5, escrevi um post e não sei por que cargas d'água, não cliquei em publicar e ele não apareceu. Agora, vejo que está aqui no blog. Vou publicar agora...



Escrito por Claudio às 08h46
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ducentésimo sexagésimo sétimo dia - buscando leveza

No meio de toda indefinição, de toda tensão, surgem coisas boas.

O tempo agora é de esperar.

 



Escrito por Claudio às 01h45
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